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A competitividade entre os materiais
A humanidade faz uso de materiais naturais desde seus primórdios. Homens primitivos utilizavam rochas naturais como o sílex para confeccionar pontas de flechas para caça, madeira para manufaturar lanças e peles de animais para se proteger do frio. Este período correspondeu a 98% de nossa estadia na terra.
Séculos após a descoberta do fogo aprendemos a fundir os metais e fabricar ligas específicas. Contudo foi apenas “recentemente” após a revolução industrial que a metalurgia se consolidou técnica cientificamente, nessa época foi possível caracterizar e desenvolver uma série de ligas industriais através de novas técnicas que surgiam.
Não é por acaso que o aço carbono é ainda hoje um dos materiais mais importantes no mundo para indústria. De fato as propriedades que o aço e outras ligas metálicas apresentam são muito úteis e dificilmente superadas por outros materiais. É difícil imaginar esteiras de tratores, carcaças de transformadores, pás, torres de eletrificação, silos e estruturas construídas com materiais não metálicos, mas não impossível.
Com a globalização os materiais passaram a concorrer cada vez mais entre si. A tecnologia caracterizou-se por enormes mudanças na abordagem no método e na organização a fim de inovar e satisfazer necessidades específicas do consumidor.
No final da primeira metade do século passado foram descobertos diversos polímeros que passaram a concorrer com as clássicas cerâmicas e também com os metais.
Alguns materiais naturais da família dos plásticos são as ceras, a celulose, resinas naturais, etc. Porém esses materiais in natura têm pouca aplicação industrial, a maior parte dos plásticos que utilizamos é produzida sinteticamente: PVC, PET, polipropileno, polietileno e tantos outros.
As características do plástico são; leveza, eventual transparência, isolação térmica e elétrica, facilidade de processamento que permite obtenção de variadas formas para aplicação em embalagens, frascos, interiores de automóveis e partes de aparelhos elétricos. Mas como todos os materiais podem apresentar “desvantagens” como a baixa resistência à temperatura e ataque químico.
Entretanto quase simultaneamente aos plásticos tem crescido uma “nova” classe de materiais denominados compósitos. O que seriam os materiais compósitos?
Basicamente, compósitos ou compostos são materiais constituídos por combinações de diversos materiais, genericamente, metais, polímeros e cerâmicos. Essa classe de materiais começou a se desenvolver significativamente a partir de 1980 e em proporção aos outros materiais é a classe que atualmente mais cresce.
Quando se fala em compósitos é impossível deixar de apontar as fibras de vidro, fibras de carbono, fibras de carbono e boro e compósitos obtidos através de metalurgia do pó (construção de peças a partir de pós de elementos metálicos e não metálicos).
Definitivamente a exigência do consumidor aumenta a necessidade pela busca de materiais melhores e a competitividade entre as organizações. Existem dados que mostram que a população mundial triplicou entre os anos 1970 e 2000, o que implica em grande aumento na extração de matéria-prima, poluição ambiental e demanda por energia.
O grande desafio para as empresas será produzir materiais com propriedades melhores e utilizando processos mais eficientes, ser competitivo no mercado e ainda compatível com os sistemas ambientais. Tudo isso é uma utopia, mas essa idealização parece ser necessária.
William Jeremias dos Santos
Engenheiro de Materiais
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